sexta-feira, 29 de abril de 2011

PROTESTOS NO ICC

Volta e meia acontece algum protesto de alunos, que migram de vários departamentos para os corredores do ICC norte pra reivindicar por alguma coisa, seja por papel higiênico nos banheiros, seja por razão de alguma notícia que eles viram no jornal.  O que mais ocorre é gente desfilando pelada por lá. Direitos iguais? Vamos todos andar pelados de mãos dadas. Exploração no mercado de trabalho? Vamos tirar a roupa e mostrar a eles. Semáforo quebrado? Agora! Roupas sumindo!
E quem não lembra do cara que correu de maiô pela unb feito o Borat do filme? Certas coisas como essa tem feito história no campus, assim como o cara que usou um vestido curto igual ao da Geisy Arruda em protesto. Seriam pessoas corajosas ou estariam apenas usando o espaço pra soltar a franga de vez? Essa dúvida cruel fica com eles.

BOTA-FORA DO THIMOTY

Voltando ao assunto do reitor que foi deposto por ter exagerado nos gastos com o seu apartamento de luxo, o tal “templo”, como ficou conhecido...bem, não foi nada demais, apenas a aquisição de bens indispensáveis para a sobrevivência de qualquer pessoa, como por exemplo  uma lixeira importada que custou perto dos mil reais,  y otras cositas más...com o dinheiro que podia ser usado para poupar os pombos da unb do facão do refeitório, mas enfim...  
Quando essa história explodiu, uma porção de alunos resolveu, como forma de protesto... tirar a roupa? Não, eles foram acampar na reitoria, usando o modo mais eficaz que existe para fazer o reitor renunciar ao mandato. Simplesmente fazendo o que estudantes em grupo fazem sem aula, só que na porta da reitoria: bagunça, vandalismo, bebedeira, pegação, algazarra e... também tirar a roupa. Com algumas placas para identificarem que aquilo era de fato um protesto e não uma festa do cabide. E deu certo. Passaram-se cinco dias na festa mais louca que jamais houve antes na unb. Até que o reitor enlouquecido pediu pra sair. Viva a iniciativa estudantil! Na próxima eu tô dentro. 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

CENTRO DE INFORMAÇÕES

As pessoas tem uma mania estranha de indicar o C.O. como se fosse um centro de informações da unb. Qualquer lugar que vc queira ir e pergunte onde fica pra quem trabalha lá, eles de cara te encaminham para o C.O., o grande oráculo das perguntas sem solução. Aí quando vc vai procurar, se dá conta que é tão longe, mas tão longe, que vc quer voltar, mas está totalmente perdido. Daí vc tem que se juntar à Dorothy, o homem-de-lata, o espantalho e o leão para pedir ao mágico de Oz para voltar pra casa.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

ANIMAIS DA UNB

A unb durante o dia é um ambiente muito bucólico, com muito verde e animais como cotias, garças, tico-ticos e bem-te-vis. Mas quando a noite cai, a unb imediatamente se transforma num cenário de filmes de terror com animais peçonhentos, incluindo cobras, corujas, gambás do cerrado, e muitos morcegos a solta.  A gente acha que os morcegos são os maiores sanguessugas que circulam pela unb. Mas eles perdem para o Detran.

Além desses bichos, os estudantes do curso de engenharia florestal juram que já viram unicórnios correndo pela unb, dentre outras criaturas como duendes, e.t.s,  faunos e gnomos.  Fora que eles afirmam conversar na língua de todos os outros animais presentes na unb.


Bom, como disse antes, o período noturno é infestado de animais peçonhentos. Alguns departamentos aproveitam para depositar nos animais o carinho que têm pelos principais autores de sua área de conhecimento. A exemplo disso, temos o departamento de informação e documentação, que, ao se familiarizar com um saruê, nome característico da região para um tipo de  gambá do cerrado, emprestaram carinhosamente ao bicho o nome de Shellemberg, um dos principais escritores de livros de Arquivologia. Em sua última aparição, Shellemberg foi avistado com filhotes. Isto significa que nem mesmo a mulher do Shellemberg o aguentou, transformando-o no chamado “corno banana”. A mulher vai embora e ele fica com uma “penca” de filhos.

ORELHA DO R.U.

No R.U. as paredes costumam ter ouvidos. Está comprovado pelo que há na parede de um banheiro que fica no andar de baixo do restaurante. Há uma acumulação de massa na parede que ganha o formato exato de uma orelha. As histórias que contam é que quem pintou aquela parede foi Van Gogh, e deixou a famosa orelha por lá. Dizem também que o departamento de química andou desenvolvendo um experimento para ajudar o pessoal da faxina. Então eles criaram aquela orelha, que proporciona que nunca falte cera para o chão. Outra explicação para isso seria o pedido de ter um orelhão perto do banheiro. Acho que eles não entenderam muito bem a ideia, que era a de ter um telefone público no lugar e não uma puta orelha deformada “from hell”.

FRANGO XADREZ

Uma vez eu fui comer no restaurante da unb e disseram que o prato que estavam servindo era frango xadrez. Quando eu fui ver, era mesmo. Literalmente. Só que não era exatamente frango xadrez. Eles deviam ter escrito “frango do xadrez” ou então “frango da papuda” mesmo, pra ninguém confundir. 
Lá também tem a salada surpresa. Vc nunca sabe o que pode vir junto com a sua salada. E o cardápio é bem variado. Vc pode encontrar desde formigas, barbeiros, caramujo, até uma lagarta preguiçosa embaixo do alface, que te olha e fala: porra, devolve o cobertor, meu!
Tem também o caldo de feijão, que as vezes vem com um grãozinho, mas depende da sorte de cada um. E se vem, é aquele carocinho que vc precisa ficar caçando, jogando futebol de botão com ele por meia hora pra conseguir comer.  E tem uma possibilidade dele vencer o jogo e vc ficar com fome.

BIBLIOTECA

Na biblioteca, encontramos um ambiente quase prisional, com avisos nas paredes te aconselhando a cuidar dos seus pertences, grades nas janelas e aquela sirene estridente que avisa quando o presídio, isto é, a biblioteca está fechando. E quando a sirene toca, é algo parecido com o BOPE chegando, tão alta que você pede pra sair.
A história que se conta  é que na biblioteca tem um espírito que assombra toda a sua extensão quando todos vão embora. A história é dos funcionários que trabalham lá. Sensação de estar sendo seguido lá dentro é fácil ter, já que a quantidade de fungos, muriçocas  e ácaros que te seguem  é impressionante. Pra escapar disso, só se tiver uma sovaqueira medonha, aí nem mesmo multa de atraso vai te pegar.  Voltando ao assunto, contam que uma mulher misteriosa caminha lá dentro, entre as estantes. Talvez seja uma história criada pra afugentar os larápios de livro que pintam por lá. Aí o espírito virou uma espécie de padroeira dos livros mofados. Se ela realmente morreu ali, foi de tanto respirar mofo e ácaros. Talvez ela tenha lido aquelas coisas que escrevem na parede do banheiro: “Sai buzinando que a diarreia tá sem freio!!” e morrido de desgosto, sei lá. Mas vale lembrar que lá é a unb, e não Hogwarts, então fantasmas que aparecem no corredor não são de rotina. Ver gente andando feito zumbi já é uma outra história. Se vc olhar pra cara de soneira do guarda noturno aí sim você vai se borrar de medo.

ESTÁTUA DO JOHN LENNON

Eu ouvi dizer que a própria Yoko Ono, a viúva do John Lennon, foi lá na unb pra inaugurar a estátua que fizeram dele. Ela ficou toda feliz, dizendo que tinha sido uma homenagem linda. Isso porque ela não viu os vídeos dos trotes de calouro que fizeram com a coitada da estátua. Ainda bem, senão a velha ia ter um piripaque.
Já passaram tanto a mão na bunda do John Lennon que quando a Yoko aparecer lá de novo ele vai cantar Help.

terça-feira, 26 de abril de 2011

SUMIÇO MISTERIOSO DOS POMBOS


Não admira que na unb a quantidade de pombos vem diminuindo a cada ano que passa. Vocês não vão querer saber da história. Assim como é feito na China, tudo em abundância é aproveitado. Na unb eles aproveitam os pombos. A grande variedade do cardápio é definida pelo sabor do caldo Knorr. A carne na verdade é pombo sabor carne, o frango é pombo com sabor de frango e até a soja do restaurante vegetariano é pombo disfarçado. Não vou citar o que é o purê de batatas.  Então, quando pensar: o que aconteceu com os pombos da unb? A resposta pode ser colocada de forma simples e bonita: eles estão em cada um de nós.
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BEBEDORES

Perto dos banheiros do ICC tem bebedores que, quando não é daqueles super econômicos, que só molham o bico das pessoas, pode ser daqueles  “nem imagina  o jato que te espera”. Sai com a força de um gêiser atômico. O primeiro tipo, não mata a sede de ninguém. Vc fica meia hora nele e só conseguiu umedecer metade da língua. O segundo podia ser usado para decolagem de foguetes. É um jato de água tão forte que entra pela boca e sai pelas narinas, orelhas, canto dos olhos e por todos os outros furos por onde possa sair. O cérebro fica boiando em nocaute lá dentro da cabeça, esperando o nível da maré baixar. Na verdade, enquanto se fazia a reforma do apartamento do ex-reitor Timothy, os bebedores só soltavam umas gotinhas de água. Depois que ele foi deposto, por alguma razão começaram a ter esses jatos de água. Por que será? Pra quem não sabe,  o ex-reitor Timothy Mulholland, é aquele que foi deposto por gastos absurdos com a reforma de um apartamento de luxo, incluindo a aquisição de um saca-rolhas de ouro maciço e uma lixeira eletrônica que só falta  dizer as notícias do New York Times.

CORUJAS

Ao se frequentar os ambientes  da unb, as pessoas já ficam acostumadas com os eventuais rasantes de corujas na entrada da biblioteca, do bloco de direito, etc. Isso acontece porque as greves da unb costumam durar tanto tempo, que na maior parte do semestre são as corujas que ficam sozinhas, reinando por lá. Isso dá a elas o direito de achar que são donas do terreno. Então, com o fim da greve, se alguém se aproxima, elas avançam mesmo. Afinal a universidade é delas. Nós é que somos os intrusos. Enquanto um aluno custa pra se formar em meio a tanta greve, as corujas já tem pós-doutorado.  Elas só estão protegendo o território delas quando você, reles aluno, quer entrar na biblioteca.